29 de julho de 2014

Dei minha chance ao futebol americano

Durante o meu final de semana de jogos mornos, como Santos x Chapecoense pelo Campeonato Brasileiro, fiquei sabendo do Monday Night Football. O Monday Night Football é uma partida de encerramento da rodada na segunda-feira, tradicional evento do futebol americano (aquele da bola oval). Além de uma ótima forma de dar destaque a partida, vide a falta de concorrência, é também uma ótima forma de ganhar -mais- dinheiro. A disputa dessa vez válida pela MLS, a liga estadunidense de futebol, contou com o duelo entre Seattle Sounders e Los Angeles Galaxy.

Nunca tinha parado para assistir uma partida de futebol da MLS, mas por que deixar passar a oportunidade de curtir um futebol na segunda a noite na TV? Além disso, uma liga que na próxima temporada irá acrescentar jogadores como: Kaká, Frank Lampard e David Villa, em um campeonato que já conta com Thierry Henry, Tim Cahill, Jermain Defoe e que nos últimos anos atraiu de volta destaques do próprio país como Clint Dempsey e Michael Bradley, merece uma atenção.

E Seattle Sounders e Los Angeles Galaxy prometia uma bela partida. Além de duas equipes brigando pela ponta da tabela, nomes conhecidos como Clint Dempsey e Oba Oba Martins (aquele) pelo Seattle Sounders e Landon Donovan e Robbie Keane pelo Los Angeles Galaxy, eram os destaque de cada lado. Alguns brasileiros em campo tiveram destaque positivo também, como Marcelo e Juninho também pelo LA Galaxy.

Logo de cara, o grandioso CenturyLink Fiel ficou ainda mais bonito lotado, algo distante dos jogos pós-Copa em algumas arenas que ficaram de legado no Brasil. Além disso, a festiva torcida do Seattle Sounders cantava e pulava, mesmo após os 3 a 0 do Galaxy. Se dentro de campo o futebol dos Estados Unidos ainda peca em alguns aspectos, fora dele em nada parece dever aos principais campeonatos do mundo.

Em campo o Galaxy fez bonito. Não era nem metade do primeiro tempo e já estava com uma vantagem de dois gols. Gyasi Zardes marcou o primeiro, após assistência de Donovan. E o próprio Donovan aproveitou rebote do goleiro Frei para marcar o segundo. Mesmo com a vantagem no placar, o LA Galaxy continuou pressionando, parecia jogar como mandante, e antes do intervalo, fechou o placar com gol de Ishizaki (que apesar do nome, é sueco) após bela jogada do brasileiro Marcelo. Da partida fica uma pergunta: Donovan não tinha mesmo espaço na seleção de Klinsmann na Copa do Mundo?

Me divertir assistindo futebol não é difícil, e não foi diferente com o futebol dos Estados Unidos. Apesar disso, existe mais qualidade do que erroneamente se é dito sobre o futebol de lá. Provavelmente com as estrelas que a MLS irá contar daqui pra frente, ouvir falar do campeonato de futebol dos Estados Unidos será cada vez mais frequente. Fiquemos de olho...

6 de julho de 2014

Não é apenas o avanço às semifinais, que faz dessa Argentina memorável

Sim, vai ter Copa aqui nos Quase Relacionados!

O tempo infelizmente não tem nos permitido uma dedicação para escrever sobre a Copa do Mundo, mas os causos, as zebras, as goleadas e tudo que tem feito dessa a Copa das Copas (e não há nada de clichê nisso) estão sendo registradas da melhor forma possível em outros blogs pela rede. Até pela proposta do blog, faria muito mais sentido um texto elogiando a heroica participação da Costa Rica nessa Copa do Mundo, porém, trataremos dessa vez da seleção argentina.

Assim como as outras seleções da América Latina, a Argentina soube tirar proveito da melhor forma possível de um mundial próximo de casa, e após 24 anos, confirmou novamente presença nas semifinais de uma Copa, ao derrotar a Bélgica. E além de aproveitar o fator "casa" nos jogos para ficar entre as quatro principais seleções do mundo, a proximidade com o país, o olhar da imprensa internacional e a internet, fizeram a seleção Argentina, tornar-se um meio de propagar causas para o mundo e para os próprios argentinos, que ainda os preocupam. 

Nos amistosos de preparação para a Copa do Mundo, a seleção argentina causou incomodo a FIFA, ao exibir a faixa: “Las Malvinas son argentinas” (As Malvinas são argentinas). Já essa semana circulou na internet, fotos e um vídeo de Mascherano, Lavezzi e Messi segurando placas e faixas das Abuelas de Plaza de Mayo (Avós da Praça da Maio), um grupo de avós em busca de seus netos e outras crianças que foram sequestradas durante a ditadura militar argentina.


Aproveitando um texto antigo que havia deixado de lado sobre a indústria musical brasileira e a música latina, citei a banda argentina Attaque 77, e uma das suas canções que usei, foi do último disco de inéditas da banda, o Estallar de 2009, chamada Memoria. A música trata exatamente dessa questão envolvendo o seqüestro de crianças durante a ditadura militar, principalmente no governo de Jorge Videla.

E então fica a pergunta: por que falar de música nesse texto? Simples. Além de futebol e música casarem muito bem no mundo todo, na Argentina a paixão pelo futebol e o rock estão quase enraizadas nas canchas. E o Attaque 77 talvez seja uma das principais referências nesse tema. O Impedimento já falou dessa relação do Attaque 77 com o futebol, e fica a recomendação de leitura, até para a melhor compreensão do significado da foto abaixo, postada pela banda em sua página no Facebook, durante a Copa. 


Para encerrar fica a música Memoria e seu excelente clipe.